domingo, 1 de janeiro de 2012

Retrospectiva 2011 Vanguarda Abolicionista

Vanguarda Abolicionista lança sua retrospectiva de 2011:
 
 
 
 
Se puder, dê um 'gostei' no vídeo, e compartilhe nas rede sociais! Que esse exaustivo ano seja um estímulo aos demais ativistas, em 2012.
 
Não respoda este email automático. Contatos pelo vanguardaabolicionista@gmail.com.
 
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sábado, 1 de outubro de 2011

novo artigo O herói da LatinoAmérica e nossas fragilidades

O herói da LatinoAmérica e nossas fragilidades

Ellen Augusta Valer de Freitas

Todas as crianças da minha época assistiram o seriado Chaves e Chapolin Colorado, trazido do México ao Brasil por Silvio Santos.
O SBT foi líder de audiência por causa destes dois programas, criados por Roberto Gomez Bolaños, conhecido como Chespirito no México, o pequeno Shakespeare, por sua atuação brilhante como ator, diretor, cantor e compositor e outros feitos.
Sou fã dos seriados, que tiveram muitos episódios perdidos e erros de dublagem, mas que marcaram a época pelo singelo e pelo estilo pastelão que agradou crianças e adultos.
Inicialmente foram idealizados para adultos, mas, foi remodelado para crianças depois de atingir grande sucesso entre elas. Quem não lembra de sair de casa para a escola depois de ver os episódios ou voltar da escola e almoçar na frente da TV? A trilha sonora marca até hoje a lembrança de quem via os programas naquela época.
Não estou fazendo uma ‘análise filosófica’, pois isto já foi feito, nem mesmo estou querendo fazer parte dos literários que ‘pensam’ a TV. Sou uma fã apenas.
Não concordo com a ‘crítica’ repetida pelos professores da minha época de escola primária, que diziam ser violentos os programas. Havia na época muitas cenas de nudez e pornografia de baixa qualidade no horário nobre e violência explícita em todos os desenhos para crianças pequenas, mas pouco foram criticados na época. O proprio Bolaños afirma que não fez os personagens pensando numa crítica social, apenas pensou em divertir.
A estética da época, muito bem mostrada em Chapolin Colorado, a pobreza da vila (vencindad d’El Chavo), apenas fez com que crianças do mundo inteiro se identificassem com seus programas de humor singelo e cenários precários.
Chapúlin Colorado lidava de uma maneira ambígua com os animais. Assim como El Chavo Del Ocho, o menino pobre que passava fome, não tinha brinquedos e se escondia em um barril.


Chapúlin é o nome de um inseto mexicano que é comido frito. Muitos episódios mostram ele com medo de animais como o gato, quando ele toma as famosas pastilhas de chiquitolina (nanicolina em português) e se torna mais pequeno do que já é.
Também há um episódio do Dr. Chapatim (mais um dos personagens de Bolaños) em que ele encontra um cavalo de carroça, daqueles demolidos parecidos com os de Porto Alegre, e em tom de deboche, substitui sua ‘caranga’ pela carroça velha. Na época os animais importavam bem menos do que hoje. E isso se nota em filmes portugueses e na arte portuguesa até hoje. Não muito diferente seria no México e mesmo aqui no Brasil.
No episódio ‘Los Toreros’, as touradas que são comumente praticadas no México, como herança da colonização espanhola, são romantizadas. E as crianças brincam com uma espécie de touro de metal com uma cabeça verdadeira.
No episódio ‘Satanás’, La bruja del 71 adota um pequeno cachorrinho, que é recebido com carinho por todos, menos pelo Senhor Barriga, que proíbe animais na vila e pela Doña Florinda que odeia animais e crianças pequenas por que fazem muito barulho. Apesar de suas proibições  todos na vila acabam aceitando o cachorrinho.

Em El Perro Callejero a história é semelhante, Chaves encontra um filhote de cachorro na rua e quer adotá-lo, mas o cão é do Seu Madruga, “mi dinero me custou, Chavito!” Depois se descobre que Seu Madruga não comprou o cão, pega todos os cães abandonados para entregar a seus donos por uma recompensa. Já neste episódio, quem colocou a placa de proibição de animais foi a Dona Florinda e não o Seu Barriga, que é o dono da vila.
Em La Resortera, Chaves está matando lagartixas, e todos pensam que ele matou Doña Cleotilde e a Doña Florinda.
No episódio Los pescaditos de colores – 1973 a briga é entre o Seu Madruga que tem peixinhos de aquário e Dona Florinda que tem um gato…ele a acusa de que seu gato comeu seus peixinhos, mas Dona Florinda se defende afirmando que o gato está proibido de comer ‘porcherias’ e que só come ‘carne de primeira classe’.
Em De noche todos los gatos hacen miau Chapolin é chamado para espantar um gato que não parava de miar durante a madrugada. Eles tentam de todas as formas jogar coisas no gato, mas as coisas sempre acabam caindo sobre o guarda. No fim das contas o gato se salva das pancadas ileso.
O episódio que me fez escrever este artigo é o de Dr. Chapatín y Topo Gigio (El besito de las buenas noches) de 1979, Chapolin vem em defesa de uma moça que tem medo de um rato. Mas ele a tenta convencer de que os ratos também merecem ser defendidos. E começa a contar a história de Dr. Chapatin que vai fazer um tratamento ao ratinho Topo Gigio que perdeu a memória.
O episódio é o mais ‘anti-especista’ da série. Que curiosamente coloca sempre a questão dos animais ‘nojentos’ como amigos do Chapolin, que em última análise também é um inseto.
Estas e outras constatações não mudam o fato de que Roberto Gomez Bolaños, hoje com 82 anos e 40 anos de criação do personagem Chavo del ocho, criou personagens cativantes, os quais foram vivamente interpretados pelos atores da série e que tem fãs no mundo inteiro.

Hoje ele vive com Florinda Meza em Cancun, segundo informações recentes da Internet, com três cachorros e pensam em fundar uma ONG para resgatar animais de rua. Uma foto publicada no Twitter por Bolaños mostra Florinda cuidando de um pássaro perdido, que depois de recuperado foi solto. Seu Madruga, Dona Clotilde e Godines (irmão de Bolaños) já faleceram, e os outros atores estão seguindo suas vidas, uns já velhinhos, mas com todo o carinho dos fãs.
Recomendo a série para diversão. Não é uma série profunda (não sei se alguma é), não há grande originalidade. Alguns episódios não tem graça alguma, em outros se rola de rir. Dê preferência para os em espanhol, pois as dublagens deixam a desejar e se perde o contexto das piadas. Há também outros personagens de Chespirito que também podem ser interessantes para quem curte a estética da época, o vocabulário e a década de 70/80, como La Chicharra, história de um jornalista e de uma fotógrafa em um periódico.

Sugestões de leitura:
KASHNER, Pablo. Chaves de um sucesso. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, 2006.
YGLESIAS, Maria Perez. El Chavo del Occho: por que los aman los niños? Revista Herência: Editorial de la Universidad de Costa Rica (UCR), set.1990.
LINS, João Cláudio. Chaves: Um estereótipo da latinidade mexicana. (disponível em http://circoeletronico.blogspot.com/2008/11/chaves-um-esteretipo-da-latinidade.html).

Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia pela Unisinos, RS. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas, tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia. Trabalha para uma ONG nacional em pesquisa de produtos, é articulista da Agência de Notícias dos Direitos Animais, e do Vista-se e menbro-fundadora do grupo ativista Vanguarda Abolicionista.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

novo artigo: Arte urbana, caminhada e visão social

Arte urbana, caminhada e visão social

Ellen Augusta Valer de Freitas*

No dia do rádio, 25 de setembro, participamos da Primeira Caminhada com Visão Social, realizada pelo Instituto Visão Social, que tem um programa de mesmo nome na Rádio da Ufrgs. Estávamos junto com tantos grupos que assim como nós, lutam por mais justiça neste mundo.
Éramos o único grupo representando os direitos animais, mas fizemos nossa presença valer a pena e lembramos a todos que a exploração animal está intimamente ligada a problemas como exploração infantil, exploração do trabalhador, divisão de lucros, outras formas de violência e muito mais. Gostaria de ter visto outros grupos como os de proteção animal, por exemplo, engajados nesta caminhada e em eventos semelhantes, para que o movimento tenha maior visibilidade.
Recentemente saiu na Revista IHU da Unisinos uma matéria sobre as terríveis condições de trabalho nos frigoríficos, revelando que a exploração pode atingir níveis absurdos em nome do lucro e da gula.
Nosso grupo foi representando também o grupo Chicote Nunca Mais, que faz um trabalho nobre e árduo salvando e aposentando cavalos de carroça. Estes que vivem o inferno aqui na Terra. O grupo, liderado pela Fair Soares, recolhe e encaminha cavalos para adoção e acompanha ativamente a implantação da Lei que proíbe carroças em Porto Alegre.
Levamos um banner com a foto de um cavalo que foi vítima de violência e a frase “gaúcho, gaúcho! Companheiro, amigo, onde estás que não ouves meus pedidos de socorro?!?”.

E por falar em gaúcho, a caminhada ocorreu ao lado do que sobrou do ‘Acampamento Farroupilha’, um monte de lixo, muita lama, restos de materiais, e fogo. Curiosamente havia uma campanha a favor da preservação do ambiente, no mesmo local onde se colocava fogo.
Bem próximo está a vila Chocolatão, onde vivem em situação de miséria muitas pessoas, que usam cavalos e carroça para transportar o lixo. Eu visitei a vila com uma amiga para fazer doações, há alguns anos atrás. Entrei na casa de uma senhora que apanhava do marido e tinha problemas físicos em decorrência disso. Lembro que fiquei com medo, mas nos receberam com humildade. Muitos não tem onde cozinhar, nem o que cozinhar. E  que na casa do líder comunitário havia uma TV de plasma ou algo do tipo.  Foram minhas impressões da época.
Enquanto o meu e o seu dinheiro, o dinheiro público, é utilizado para uma festa regada a cerveja, capeta, matança de animais, violência, (com direito até a ‘educação’ para as crianças sobre os direitos animais, através de uma ‘fazendinha’ lá dentro no meio da matança para o churrasco) a situação da vila continua a mesma, e a Lei que proíbe as carroças caminha a passos lentos para ser efetivamente implantada. A Lei prevê que estas pessoas tenham uma atividade melhor, sem trabalho infantil, sem jornadas longas e sem as infrações no trânsito cometidas por carroças, que colocam em risco a vida de todos. A Lei também prevê a aposentadoria dos cavalos. O que a Fair desde já está realizando, com minha admiração plena!
Adeli Sell escreveu “Só entra no Acampamento quem se dobrar à ditadura dos dirigentes(…) Hoje, o que manda no acampamento é o dinheiro, aqueles que pagam e que se submetem.”
Eu não pertenço a esta ‘tradição’ inventada, mas tenho que sustentar a festa que começa bem antes, na Expointer.
A caminhada nos deu um pouco mais de esperança, mais do que já temos, pois quem é ativista de verdade, tem esperança de ver a cada dia algo acontecer em favor dos animais.
Mesmo uma pequena conquista esperamos todos os dias, pois é tolice acreditar que a libertação animal vai acontecer já, como muitos se iludem e anulam sua atitude pensando assim.
Junto ao Gasômetro, onde foi realizada a caminhada, haviam exposições da Bienal do Mercosul e iniciei minhas visitas às obras de arte que tanto me encantam. O tema desta bienal é ‘Ensaios de Geopoética’. Mostrando visões da cidade esquecidas, a cidade não vista, como estava escrito em uma das obras.
Os ambientes urbanos são palco para obras de arte, tímidas e belas que insisto em fotografar todas as vezes que faço minhas caminhadas pela cidade. Uma das obras era a visão do aeromóvel, criação nossa, mas que nunca saiu daquele pequeno espaço. Nunca foi usado pelo povo. Pessoas do mundo inteiro vem aqui para comprar a idéia e usá-las em seus países. Aqui ele fica esquecido. Assim como os cavalos que nós ativistas vemos todos os dias no asfalto quente, com problemas estruturais, dores e outras mil mazelas que para a maioria passa despercebida. Será que a bienal irá mostrar o lado esquecido dos animais abandonados, do lixo, dos cavalos de carroça e tantas outras facetas urbanas? Claro que da arte podemos esperar tudo, ou nada. Mas minhas próximas visitas mostrarão lados esquecidos da cidade, e eu insisto em lembrar sempre dos cavalos esquecidos por grande parte da população, não por alguns, que sofrem em imagens impossíveis de se ver.

Link para a matéria citada no texto: http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=47225

Agradecimento aos integrantes da Vanguarda Abolicionista pode ser visto aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com/2011/09/agradecimento-do-instituto-visao-social.html

Fotos de Marcio de Almeida Bueno e Instituto Visão Social

Para ajudar a Chicote Nunca Mais entre no site http://chicotenuncamais.org/

*Ellen Augusta Valer de Freitas é licenciada em Biologia pela Unisinos, RS. Foi bolsista de Iniciação Científica pelo CNPq no Instituto Anchietano de Pesquisas, tem experiência na área de Ecologia com ênfase em Zooarqueologia. Trabalha para uma ONG nacional em pesquisa de produtos, é articulista da Agência de Notícias dos Direitos Animais, fundadora do grupo ativista Vanguarda Abolicionista. Atualmente é professora de ecologia ministrando uma cadeira de meio ambiente. Tem 30 anos, é vegana e ativista pelos direitos animais, casada com um jornalista também vegano e ativista.

Artigo publicado na ANDA – Agência de notícias de direitos animais http://www.anda.jor.br

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Vanguarda Abolicionista convoca seus apoiadores para uma manifestação a se realizar no dia 17 de abril, das 9h às 18h, no Brique da Redenção, em Porto Alegre. Alinhada a grupos do Brasil inteiro, a Vanguarda vai protestar contra o uso de animais em testes e vivissecção, distribuindo materiais de esclarecimento e denunciando as atrocidades à população. Para os interessados em participar, sugere-se a leitura do texto '50 conseqüências fatais de experimentos com animais', como subsídio. Extenso material sobre o assunto pode ser encontrado no site www.1rnet.org. Em caso de chuva, o evento será transferido.

sábado, 27 de novembro de 2010

Fotos: RSantini
sexta sem pele

A Esquina Democrática, mais famoso cruzamento de ruas de Porto Alegre, palco de manifestações de diferentes matizes, viveu na tarde desta sexta-feira, 26 de novembro, as emoções de uma Sexta-Feira Mundial Sem Pele. Evento que ocorre simultaneamente em centenas de países, registrou ações no Brasil por parte do Holocausto Animal, em São Paulo, e pela Vanguarda Abolicionista, na Capital gaúcha. Diversos banners de tamanho grande mostraram de forma nua e crua a indústria das peles – incluíndo aí o tradicional couro, que muitas vezes passa despercebido e tem no RS um tradicional produtor.

sexta sem pele

A Vanguarda Abolicionista levou para o calçadão do Centro portoalegrense um total de 23 de seus apoiadores, inclusive dois do Paraná, ligados à ONCA. Um dos ativistas da VAL ficou apenas de sunga, jogado no chão e coberto de sangue falso, atraindo a atenção dos milhares de passantes.

sexta sem pele

Cerca de dois mil impressos de conscientização contra o uso de peles foi distribuído durante a tarde, além de panfletos diversos – com a barraca do grupo enfeitada por um velho casaco de peles pichado de tinta. A ocasião também permitiu a coleta de assinaturas contra a importação de girafas para o Zoológico de Sapucaia do Sul, dentro do movimento Lugar de Animal, coalizão da qual a Vanguarda faz parte.

sexta sem pele

A maioria dos populares se mostrou surpreso com a verdade de violência contra os animais denunciada pela ação. "Eu mesmo trabalho no ramo de peles, mas as 'coisas' chegam prontas para a gente, nem sabia que era assim que faziam", confessou um senhor de meia-idade, ao ser abordado. Muitos também foram os que pediram informações sobre o uso de couro vegetal, materiais sintéticos e fibras naturais. "Não come carne, não fuma, não bebe, não joga, não trepa… se mata!", deobochou um idoso que mal escutou as propostos de um dos manifestantes e já decreteu seu conceito equivocado.

sexta sem pele

Mas centenas de outros – inclusive a banda argentina Boom Boom Kid, que passou pelo local – parabenizaram pela atividade pedagógica, e pela coragem de fazê-lo, em meio a um Estado exportador de pele de chinchila e de couro bovino, entre outros.

Galeira de imagens

sexta sem pele
sexta sem pele
sexta sem pele
sexta sem pele
sexta sem pele
sexta sem pele
anti-fur

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

peles

por Marcio de Almeida Bueno

As pessoas aí – mesmo as ruminantes de carne – se chocam com os vídeos da indústria de peles, e nem daria para não se chocar mesmo, mas mantêm o couro só no sapatinho. Até hoje nao entendi porque a bifurcação mental entre animais fofos e peludos – e de certa forma distantes, e a vaca que capota no cimento do matadouro. Sim, antes que gritem os chatos, eu sei dos deatlhes sórdidos e criativamente cruéis que envolvem esta ou aquela atividade em específico, mas daí estaríamos caindo barranco abaixo em direção ao bem-estarismo, do tipo 'se meu remorso for menor, pode tá?'.

E a coisa nao é assim. É preciso pensar que, em princípio é uma pele animal que cobre o sapato, segura as calças para não caírem ou 'protegem contra o frio', conforme justificativa de praxe. Então se aceita uma pele daquele animal ali, o gordo com chifres e meio pateta, mas não do fofo e ágil, com talento para virar desenho animado.

O cheiro de couro ao passar em frente a uma loja 'especializada' me embrulha o estômago.

E esse couro foi tratado e processado até perder sua, digamos, aparência de animal. Tal como os nuggets ou a mortadela, coisa que se come mas não traz a cara de quem, tocado por Midas ao contrário, virou alvo do tesão gastronômico. E quem arrota preocupação com o meio-ambiente sustentável deve estar sempre gripado, com 'dariz endupido', toda vez que passa pore região onde tenha curtume. E toda a água intoxicada, metais pesados a go-go, é encanada e enviada para Marte, claro. "An, mas couro é natural, sintético é que faz mal", como já ouvi de uma subgênia ao receber um panfleto anti-couro.

E, no entanto, essa gente vira a cara na hora de assistir a um vídeo – mas a vida é ao vivo – de morte de bichinhos fofos para que a J-Lo ou o 50Cent tenham onde gastar o dinheiro que ganham com sua, tipo, 'arte'. Quem acha que estou valorizando menos o sofrimento dos arminhos, martas e outros animais que 'dão sua pele para aquecer os humanos', que me encontre em qualquer Sexta Sem Pele.

Vejam que falei da MORTE de um animal, não falei de sua desgraçada vida dentro de uma gaiola, retirado da natureza para ser ingrediente das planilhas de cálculo de exportação. É necessário fazer um insight e pensar no que é acordar todo dia em um quadrado de grades, tendo como opção comer, cagar, dormir ou girar no próprio eixo.

OK, tem humano que faz apenas isso durante toda sua existência e ainda se considera o degrau final do darwinismo, mas não é esse o ponto.

A questão é que esfolar terceiros para ter um calçado, etc, mais resistente – em tese, moçada, em tese – é uma escolha do sistema apresentada em dois de seus altares sagrados – a indústria e o comércio. Em não havendo 'de couro' de um dia para o outro, o povo vai espernear por um tempo, os formadores de opinião vão dizer o que o patrão mandar por um tempo, mas depois todos vão marchar felizes usando calçado feito de _________. Mais barato e resistente.

E, se imagino, poluindo apenas TANTO QUANTO antes, o tal meio-ambiente sustentável puxa-voto. Mas para isso, os especistas esdão zempre de dariz endupido, diacho!

Fonte: ANDA

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

 
Fotos: Marcio de Almeida Bueno
girafa

 

Na tarde deste domingo, 31 de outubro, o movimento 'Lugar de Animal é em seu Habitat Natural' aproveitou o início da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre - maior feira de livros a céu aberto das Américas – para marcar presença. Representantes de algumas das dezenas de ONGs que fizeram coalizão em prol das girafas se reuniram na entrada da feira, na Sete de Setembro. Os ativistas realizaram maciça panfletagem, dado o fluxo constante de milhares de pessoas, com recolhimento de assinaturas contra a importação de girafas para substituir as que morreram no Zoológico de Sapucaia do Sul.

 

girafas

 

A manifestação teve grande respaldo popular, apoiada pela recente cobertura da Imprensa e pela ágil difusão do caso na Internet. Centenas de pessoas diziam estar acompanhando o caso das girafas, fazendo questão de incluir seus nomes no abaixo-assinado. Outras muitas ficavam surpresas ao saber da seqüência de mortes dos animais.

 

girafas

 

Crianças recebiam adesivos com motivos ligados ao movimento, enquanto os pais ouviam as explicações dos ativistas. Alguns, pela primeira vez, tomavam conhecimento das idéias abolicionistas e refletiam sobre a proposta de liberdade aos animais, ao contrário das atuais relações ditadas pela humanidade.

 

girafa

 

As assinaturas serão formalmente protocoladas junto à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, responsável pelo Zôo de Sapucaia - que já adiou a decisão sobre a importação de girafas da África, depois da mobilização popular. Quem quiser endossar o documento, poderá fazer também na versão online, disponível em www.lugardeanimal.com.